O clássico Ba x Vi ainda repercute, agora pelo lado negativo: a violência das torcidas. Confira
terça-feira, 20 de março de 2012
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Veja a agressão covarde na Taça BH
Agressão absurda e inqualificável na rodada desta tarde pela Taça BH de Futebol Júnior na sede de Barão de Cocais, cidade mineira a 93 km de Belo Horizonte, onde se viu nesta segunda-feira uma tarde de briga com uma agressão grave.
Já no fim do jogo entre Vasco e Sport, o clube carioca vencia por 3 a 1 quando o goleiro Gustavo, do Sport, protagonizou uma agressão covarde a Elivélton, do Vasco. Após levar uma voadora pelas costas, o volante do clube carioca deixou o campo de ambulância, com suspeita de trauma na coluna cervical.
Mais tarde, no Hospital Municipal de Barão de Cocais, ele passou por um exame de raio-x, que descartou fratura. O Sport Clube de Recife, em nota no seu site oficial pede desculpas ao Vasco da Gama por uma atitude irresponsável do goleiro. E diz: Esse tipo de coisa não representa o Sport. Ele já foi afastado da delegação e também do clube. Jogador nenhum do Brasil e muito menos do Sport deveria fazer isso - afirmou o presidente do Sport, Gustavo Dubeux.
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terça-feira, 19 de abril de 2011
BA X VI: Definida medidas de segurança
Proibir a venda de ‘espetinhos de churrasco’ e de bebidas alcoólicas num raio de 200 metros do local da partida. Essa será uma das medidas adotadas no jogo entre Bahia e Vitória do próximo domingo (24) para evitar problemas que geraram risco potencial aos torcedores no último BA-VI.O assunto foi discutido em reunião realizada nesta terça-feira (19), entre a Polícia Militar, o Ministério Público, a Superintendência dos Desportos (Sudesb), a Federação Baiana de Futebol, o Juizado da Infância e Juventude, o Esporte Clube Bahia e órgãos da Prefeitura de Salvador para definir estratégias voltadas à segurança no jogo.
Ficou definido ainda que a Polícia Militar solicitará ao Esporte Clube Bahia que só venda ingressos no estádio até duas horas antes do jogo, medida que depende ainda da respectiva regulamentação pelo município e da decisão do Bahia, responsável pela venda de ingressos.
A PM atuará no domingo com 850 policiais e bombeiros militares nas áreas interna e externa do estádio. O policiamento será estruturado com o acompanhamento das torcidas organizadas desde a concentração até Pituaçu, com a realização de abordagens pessoais nos portões de acesso, além da segurança dos árbitros.
Ao todo, 90 patrulhas garantirão a tranquilidade da partida. Serão reforçados também os pontos de ônibus e as estações de transbordo, com o apoio da Rondesp e da Operação Gêmeos. A PM alerta ainda quanto a proibição do acesso de garrafas, latas, fogos de artifícios ou de qualquer material que possa ser utilizado como ferramenta de agressão.(AGECOM)
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Torcidas fazem acordo com o Ministério Público
Medidas de contenção à violência nos estádios de futebol, deverão ser implementadas pelas torcidas organizadas do Bahia e Vitória a partir desta quinta-feira (27), quando seus representantes assinarão um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público estadual.Por meio do documento, que será assinado às 14h no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, as torcidas Bamor, Vibração Tricolor, Viloucura, Imbatíveis, Camisa 12 do Vitória, Comando Vermelho e Preto, Independente Garra Tricolor, Terror Tricolor e Povão, se obrigarão a regulamentar seus atos constitutivos, com elaboração dos seus estatutos, que serão encaminhados ao clube de futebol para o qual torcem, Federação Baiana de Futebol, Polícia Militar, Polícia Civil (órgãos que também assinarão o TAC) e MP.
As torcidas organizadas também se comprometerão a cadastrar seus membros no prazo de seis meses, expedindo carteira de identificação para os torcedores, que ficarão obrigados a apresentá-la para ingressar nos estádios sempre que estiverem trajando ou portando adereço relacionado à torcida organizada.
Outra obrigação que deverá ser assumida pelas torcidas organizadas, é o compromisso com o cumprimento dos seus objetivos institucionais, evitando violência, tumultos, brigas, vídeos que incitem violência, atos obscenos ou de conteúdo difamatório, apologia ao crime ou contravenção penal, atentado contra o pudor público, dentre outras atitudes que comprometam a pacífica realização do evento. Por Guilherme Vasconcelos/Portal R7
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Torcedor do Santa lamenta desclassificação em versos
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Quatro torcedores do Bahia baleados
Ontem, incidente ocorrido na periferia da cidade, quatro integrantes de torcida organizada do Bahia foram alvos de tiros desferidos, segundo apurações, por integrantes de torcida rival. Fato lamentável que repercute negativamente sobre nosso futebol. A nota positiva é que os quatro passam bem e dois já saíram do hospital.O que me aflige é se punirão as torcidas organizadas no nosso país ou vão fazer letra morta da versão mais dura do Estatuto do Torcedor com a lei 12.229 de 2010, já em vigor.
Contudo, há algumas considerações que a lei faz. No nosso Código Penal há algumas gradações dos penalmente aptos a sofrerem punições do Estado e os que devem ser punidos só parcialmente e os que são inimputáveis. Trata-se de normas de ordem pública que qualquer aplicador do Direito não pode olvidar-se, tanto quanto a exigência da individualização da penas.
Ora, o tema ora objeto de análise não é se um indíviduo integrande de torcida organizada tem capacidade de sofrer uma penalidade legal. Pois, verificando sua capacidade de entender as normais básicas de convívio social e domínio sobre sua vontade, é lógico que sofrerá uma pena conforma o crime praticado.
O que merece exame é se hoje identificada a torcida organizada a qual pertence o integrante que praticou o crime é possível penalizar civilmente a torcida organizada objetivamente, sem necessidade de aferir sua culpa.
O Estatuto do Torcedor que vigora com alterações feitas pela lei 12.229/2010, exige dos representantes das torcidas organizadas relação de todos os seus integrantes, com cadastro atualizado, como também a forma mais dura do Estatuto, segundo os artigos 39-A e 39-B, cria obrigações civeis para as torcidas organizadas, responsabilidade objetiva, por qualquer dano, inclusive moral.
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domingo, 16 de maio de 2010
Torcedor será punido criminalmente
Outra novidade é que as organizadas terão personalidade jurídica e deverão cumprir todas as formalidades da lei para que sua existência esteja em compatibilidade com a necessidade de ordem pública e os bons costumes. Confira matéria da Conjur!
Prevenir e reprimir a violência nos estádios. Esse é o objetivo do Projeto de Lei 82/2009, que reformula o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003). Em trâmite no Senado Federal, o texto reconhece a torcida organizada como pessoa jurídica e estabelece uma série de responsabilidades para essas entidades. O autor do substitutivo é o deputado Arlindo Chinaglia (PT).
Um dos pontos mais rigorosos do texto é o que criminaliza atos relacionados ao esporte. O projeto tem um capítulo destinado apenas para crimes (Capítulo XI-A). O artigo 41-B pune com um a dois anos de reclusão e multa todos que promoverem tumulto, praticarem ou incitarem violência, ou ainda invadirem local restrito aos competidores. A restrição atinge um raio de cinco quilômetros ao redor do estádio, durante o trajeto de ida e de volta da torcida.
“A principal diferença é que agora o torcedor é punido criminalmente. O projeto cria seis crimes”, avalia o advogado Martinho Neves Miranda, coordenador de pós-graduação de Direito Desportivo da Universidade Candido Mendes do Rio de Janeiro. Com o novo texto passa a ser crime promover tumultos, fraudar resultados da competição tanto no polo ativo como passivo e praticar câmbio negro de ingressos.
Na sentença, o juiz poderá converter a reclusão em pena impeditiva de comparecimento aos estádios pelo prazo de três meses a três anos. Ou seja, o torcedor não vai para a cadeia, mas fica proibido de comparea a jogos durante o período determinado pela Justiça. O mesmo vale para a torcida organizada, conforme prevê o artigo 39-A.
Na atual versão do Estatuto do Torcedor não há previsão de punição para a torcida organizada. Para o torcedor a proibição de comparecimento ao estádio é de três meses a um ano.
O artigo 41-C condena quem alterar ou falsificar o resultado da competição esportiva. “Para eles, a reclusão é de dois a seis anos. Isso não vale apenas para torcedores, mas para árbitro, goleiro, jogadores”, afirma Miranda.
De acordo com o advogado, o legislador decidiu punir com maior rigor as transgressões dos torcedores e participantes do esporte. “A proposta repete no esporte crimes que já estavam previstos no código penal. A pena para quem rouba em jogo, por exemplo, já consta do Código Penal, mas agora fica tipificada específicamente na legislação desportiva.”
Em parecer favorável ao texto do Projeto de Lei, o senador Sérgio Zambiasi, da Comissão de Educação do Senado, afirmou que o atual estatuto está desatualizado e que há urgência em aperfeiçoá-lo. “O estatuto não contém mecanismos suficientes de fiscalização e punição aos infratores. A questão da violência e da segurança dos torcedores tem aspectos ainda não cobertos adequadamente, inclusive em relação aos torcedores violentos”, ressaltou.
Zambiasi também destaca a necessidade de preencher “lacunas normativas no que se refere a infrações penais que não se encontram tipificadas na legislação brasileira”.
Contrato assinado
A proposta também estabelece uma cartilha de deveres que o torcedor deve obedecer quando vai ao estádio. As novas regras incluem não portar objetos que possibilitem a prática de violência, consentir revista pessoal, não ostentar cartazes, bandeiras e símbolos com mensagens ofensivas, não entoar cânticos discriminatórios ou racistas. “Trocando em miúdos, ao comprar o ingresso, você assina um contrato. E terá de respeitá-lo. Se violar uma das cláusulas, fica proibido de assistir o espetáculo”, define o professor especialista em Direito do Desporto.
O texto ainda prevê que a torcida organizada seja responsável pelos danos causados pelos seus membros na ida e na volta do estádio. “Em caso de torcedor quebrar o bar, por exemplo, a torcida é quem responderá por seu integrante”, explica Miranda. Nesse ponto, o senador Zambiasi afirma que a segurança do torcedor “deve ser garantida não só quando ele está dentro da praça esportiva, mas também em suas imediações e até em lugares distantes fisicamente do estádio, onde possa ocorrer”.
Para que haja controle de quem são os membros, a entidade deverá manter um cadastro atualizado com nome completo, fotografia, filiação, endereço, etc. Neste ponto, Martinho aponta uma falha no texto: o projeto também considera torcida organizada entidade de fato, ou seja, não registrada. “Vai ser difícil, na prática, conseguir responsabilizar a torcida pelos membros se for uma entidade de fato. Ela mesma não é obrigada a ser uma pessoa jurídica, mas deve manter uma lista. É contraditório”, opina.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Torcedor está vivo e consciente, diz família
No último dia 21, ao comentar sobre o que ainda era apenas uma possibilidade da transmissão do BAVI ao vivo pela TV, em tom de pura brincadeira, dizia: “Oba, ótimo para o torcedor que sabe que pode assistir ao jogo, vibrar, vestir sua camisa preferida e o melhor, continuar vivo, afinal ir ao estádio nos dias de hoje, pode colocar essa certeza em dúvida” e não deu outra.O fato é lamentável, entretanto ás últimas dão conta que o torcedor está vivo e prestes a passar por uma cirurgia para retirada da bala alojada na cabeça. Confira o que publicou o Bahia Noticias nas primeiras horas desta segunda-feira.
Uma fonte interna do Hospital Geral do Estado (HGE) revelou ao Bahia Notícias que Wesley Oliveira Almeida, de 14 anos, tricolor que levou um tiro na cabeça na saída do Ba-Vi, está vivo e também consciente. Segundo a fonte, a informação foi passada pela família do adolescente, que foi ao seu encontro no HGE e, de lá, seguiu com o garoto para um hospital particular. Wesley passou por um raio-x do crânio e, logo depois, entrou em uma cirurgia delicada para tirar o projétil, que ficou alojado na cabeça. As despesas serão pagas pelo plano de saúde particular da família. Momentos antes, nem o HGE e nem a Polícia Militar confirmavam o estado de saúde do garoto a nenhum jornalista nem por telefone e nem mesmo nas dependências do hospital, o que causou tumulto de informações.
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domingo, 25 de abril de 2010
Torcedor do Bahia baleado na saida do Estádio
Informações preliminares de torcedores que entraram em contato com o Bahia Notícias dão conta de que um torcedor do Bahia foi atingido com um tiro na cabeça na saída do estádio de Pituaçu.Segundo os primeiros relatos, no viaduto que liga o estádio à Av. São Rafael uma confusão ocorreu e o tricolor foi alvejado na cabeça e agoniza na via. Ainda não se sabe se o problema ocorreu devido a uma briga de torcidas ou algo como reação a um assalto. Ainda não é possível determinar a identidade do homem baleado no meio da multidão. Uma viatura do Samu se dirige para o local para prestar socorro à vítima. O atirador, segundo informações da polícia, veste uma camisa preta e um boné branco e está sendo procurado nas imediações de Pituaçu.
A Polícia Militar informa oficialmente que a identidade do torcedor tricolor baleado na saída do ba-Vi deste domingo é Wesley Oliveira Almeida, morador de Fazenda Grande 2. Ele foi recolhido por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Geral do Estado ainda com sinais vitais, mas em estado grave, de acordo com médicos do Samu. Os policiais admitem também que, segundo o que foi apurado até o momento, um amigo de Wesley foi sequestrado pelos torcedores que o balearam e, neste momento, está desaparecido. Outras informações postadas no twitter por pessoas que recebem reportes via celular indicam que na região de Alphaville e na av. Pinto de Aguiar tocedores trocam tiros sem a presença da polícia.
O homem que atirou em um torcedor do bahia na saída do Ba-Vi deste domingo já está preso. Ele foi capturado por seguranças de lojas comerciais que estão localizadas ao longo da Avenida São Rafael, rota usada pelo agressor depois da tentativa de assassinato ocorrida em plena via contra Wesley dos Santos. Segundo as primeiras informações, ele foi logo depois conduzido a viaturas de policiais próximas ao estádio e está neste momento preso na 10ª Delegacia, no bairro de Pau da Lima.
VIA ORKUT, TRICOLORES PROMETEM REVIDE NO BARRADÃO
Pouco depois de um torcedor do Bahia ter levado um tiro na cabeça por um rival rubro-negro, torcidas organizadas tricolores que frequentam o Orkut já começam a planejar a "vingança" da violência pra o próximo domingo, na partida final do Campeonato Baiano com o último clássico de 2010. Na comunidade do Esporte Clube Bahia na comunidade virtual, fanáticos avisam que quem não pertencer às torcidas organizadas não apareça no Barradão, pois a pancadaria é garantida.
HGE NÃO CONFIRMAM MORTE DE TORCEDOR
O torcedor Wesley Oliveira Almeida, que levou um tiro na cabeça depois do clássico entre Bahia e Vitória no estádio de Pituaçu neste domingo, não teve sua morte confirmada pelo Hospital Geral do Estado (HGE), para onde foi levado em estado grave após o incidente.
O fato havia sido propagado em informações preliminares, mas a unidade médica não deu a nenhum jornalista informação oficial sobre a morte ou a vida do torcedor, que foi operado após chegar ao local. Torcedores da Bamor, no entanto, apressaram-se em ligar para rádios esportivas de toda a cidade para dizer que Wesley, de 14 anos, não só está vivo como estaria consciente no HGE. Entretanto, a informação também é extraoficial.
A Polícia Militar também não confirma o estado de saúde do adolescente, mas revelou que outros dois envolvidos no assassinato estão foragidos. Já o amigo de Wesley que supostamente teria sido sequestrado pelos criminosos não foi encontrado e, oficialmente, não se sabe se esta pessoa realmente existe ou é apenas um boato propagado no meio da multidão assustada com os tiros próximos ao estádio. Informações do Bahia Noticias
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
Violência afasta a torcida do Joia da Princesa
Outra vez a Tribuna da Bahia trás o tema da violência na cidade de Feira de Santana e, desta vez, responsabiliza os valentões de sempre pelo público reduzido no estádio Alberto Oliveira, numa partida de semifinal do campeonato baiano, envolvendo o Bahia, o clube que disparadamente tem a maior torcida em todo estado.O jornal não levou em consideração as péssimas condições do tempo em Salvador dos últimos dias e a quase inexistência da torcida do time local e, até mesmo, o emagrecimento forçado a que a torcida tricolor tem sido submetida através da ingestão de chá de folhas de Guimarães e Maracajá e outras ervas nocivas por quase 20 anos interruptos.
Violência nas arquibancadas não se tem noticias porém, dentro de campo, as regras do jogo foram completamente violentadas pelo árbitro reincidente no crime, que atende pelo nome de Arilson Bispo de Anunciação.
É certo que o Bahia de Feira, uma equipe de empresários que investiram no futebol, e deu certo, ganhou o título da 2ª Divisão do Campeonato Baiano de 2009, e já está entre os quatro melhores da 1ª Divisão de 2010, não tem torcida. Mas só a torcida do Bahia, de Salvador, seria mais do que suficiente para lotar as arquibancadas do Estádio Alberto Oliveira, conhecido como Joia da Princesa, em Feira de Santana, na abertura das semifinais do Estadual.
Mas a violência nos estádios da Bahia e do Brasil está, literalmente, afastando o torcedor. A tradição, a velha e bonita festa do futebol da Bahia, no interior do Estado, é coisa do passado. Ontem, em Feira de Santana, a cidade parecia deserta, sem a tradicional “invasão” dos torcedores da capital, reunidos nos bares e restaurantes, antes da bola rolar no estádio.
Ontem, se não fosse os fanáticos tricolores da capital, o estádio não teria público de mil pessoas. Centenas de torcedores do Bahia deixaram de vir ao Estádio Joia da Princesa, na largada das semifinais, temendo a agressividade de torcidas organizadas de Feira de Santana. O mais irônico é que este clima de tensão foi criado por torcedores do Fluminense, que sequer apoiam o Bahia de Feira nas semifinais do Bahiano.
No outro domingo, dia 4, na última rodada da 2ª fase do campeonato, no jogo entre Feirense e Bahia, a Polícia Militar teve que intervir, inclusive com bombas de fumaça, para evitar uma tragédia no Joia da Princesa. Oito foram detidos, mas muito mais precisou de atendimento médico e, com certeza, não voltam tão cedo.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Ednaldo, devolva minha cerveja
Todo mundo sabe que a cachaça ainda é considerada uma droga lícita, por isso é de ótima qualidade, entretanto, quando absorvida em grande quantidade e assistindo Rodrigo Grahl, Abedi e o lateral Rafael jogar, é potenciada em seu nivel máximo, tornando-se algo perigoso e agressivo à saúde mental dos torcedores do Bahia, causando, entre outros sintomas, depressões agudas antes, excitações generalizadas durante e alucinações depois, e tudo se agrava quando se nota, ao fim dos 90 minutos, que pagámos R$ 40.00/30.00 para presenciar essa quase paranóia.Por isto, mesmo entendendo que a medida é antipática, compreendemos o Presidente Ednaldo Rodrigues quando, atendendo solicitação do Ministério Público Estadual, decretou o início do bico seco nos estádios no campeonato baiano. A questão fica agora, a saber, como se resolver a comercialização da cerveja no entorno do estádio. Essa solução e a revolta dos torcedores é o que trata o jornalista Rafhael Carneiro, do jornal da Metrópole desta sexta-feira.
Encontrar formas de driblar a lei já não é novidade. Se não pode dirigir falando ao celular, fones e viva-voz servem de opção; se no asfalto são colocados “gelos baianos”, que tal “dar uma roubada”? Com o futebol não seria diferente. E a proibição da venda de bebida alcoólica nos estádios, agora estendida ao Baianão 2010, por determinação da PM e Federação Bahiana de Futebol, ganha ares de piada pronta quando se observa a aglomeração de ambulantes no entorno de Pituaçu e do Barradão.
O presidente da federação, Ednaldo Rodrigues, justificou a medida, adotada desde o BA- VI do dia 24/1, como forma de conter a violência dentro dos estádios, atendendo à solicitação da PM. Mas o que se viu no clássico baiano já era observado nos jogos da CBF, pioneira na imposição do veto, há mais de um ano – os torcedores adotaram a “tática” de beber fora do estádio, para alegria dos ambulantes, que lotearam o entorno de Pituaçu. Alguns chegam ao requinte de só atravessar a catraca já devidamente “calibrados” após o início do jogo. Se a contenção da violência depender do teor alcoólico dos torcedores, vai ficar difícil, com proibição e tudo..
‘Devolva minha cerveeeeeja!’
“Ednaldo, devolva minha cerveja!”. Nas mãos do torcedor do Bahia, no último BA-VI, em Pituaçu, o cartaz trazia um apelo ao presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues. Desde a proibição de bebida alcoólica nas competições da CBF, o baiano reagiu com estranheza e indignação. Muitos radicalizaram e ameaçaram não mais voltar aos estádios.
Pelo sim, pelo não, o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães, tentará reverter a decisão. Ele disse à imprensa que foi procurado por diversos tricolores revoltados. “Sou favorável à venda de bebidas nos estádios”, completou. Defender a proibição seria, no mínimo, estranho. Afinal, enquanto os torcedores ficavam sem a tradicional cervejinha no Ba-Vi, os dirigentes estavam muito bem servidos.
Projeto de lei na Assembléia
A cerveja do lado de fora dos estádios pode estar com os dias contados. Tramita na Assembléia um projeto de lei que impede a venda das bebidas a uma distância mínima de 500 metros das praças esportivas. Por sugestão do promotor José Renato Oliva de Mattos, o deputado Capitão Tadeu (PSB) apresentou o projeto. Nos bastidores, a proposta ganhou apoio de todos os lados, mas na prática... Tanto Mattos quanto Tadeu trabalharam para que ele fosse votado no ano passado, mas o projeto não entrou em pauta nem há previsão para isso.
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Violência mancha o primeiro Ba-Vi do ano
Ainda bem que a violência foi fora do estádio, entretanto ela começou antes mesmo do jogo, quando se cobraram 40.00 reais para uma partida sem qualquer apelo, além da tradição do BA x VI. Devido à delinquência de poucos, teremos que acabar adotando a fórmula de proibir torcedores uniformizados de chegar perto do Estádio. Confira abaixo o que aconteceu fora do estádio, no Ba X Vi, vencido pelo Vitória. A matéria é do jornal A Tarde. Se dentro do estádio de Pituaçu, a paz reinou entre as duas torcidas, do lado de fora, a confusão se generalizou. O encontro entre as principais torcidas organizadas dos clubes foi marcado pela violência.
Os rubro-negros chegaram ao estádio por volta de 15h deste domingo, 24, e acabaram tendo que ficar lado a lado com os rivais. Pedras foram arremessadas em direção aos tricolores, que entravam no estádio pelo lado leste. A retribuição foi com lançamento de latas de cerveja e refrigerantes.
A cavalaria e o batalhão de choque da Polícia Militar (PM) tiveram que entrar em ação. Três bombas de efeito moral foram utilizadas. Segundo Gabriel Oliveira, presidente da torcida organizada rubro-negra, ma irresponsabilidade. “Chegamos de forma tranquila, pacífica e a PM nos espancou. Bateram somente em nós e por nada”, disse, bastante irritado.
O major Ramalho, responsável pela escolta e segurança dos rubro-negros, acusou os torcedores. "Eles teriam que entrar pelo portão Oeste 2. Porém, foram para o outro lado, procurando confusão. Como a situação ficou complicada, tivemos que agir, utilizando bombas de efeito moral”, explica o militar.
Bahia leva ferro também nos juniores
Os outros gols da vitória rubro-negra foram assinalados por Duylio e Lucas. O Vitória segue invicto na competição, com dois triunfos e um empate, e volta a jogar nesta quarta-feira, às 19 horas, contra o Ipitanga, no Estádio Pedro Amorim, em Senhor do Bonfim.
Duylio abriu o placar para o Vitória aos 20 minutos do primeiro tempo e ainda nesta etapa, aos 40, o time de Carlos Amadeu cedeu o empate. Na etapa final, Shelldon, que havia substituído o lateral-esquerdo Rafael, recolocou o rubro-negro em vantagem.
Novamente aos 40 minutos, o rival voltou a empatar, resultado que não traduzia a superioridade rubro-negra em campo. Faltando dois minutos para o encerramento do clássico, Lucas assegurou o triunfo do Vitória, marcando 3 a 2. ( Lucas Serra)
Bahia é campeão no Sub-15 pela Copa Interior
No Sub-15 num torneio em SP o Bahia se tornou campeão, hoje, contra o Fortaleza. A campanha do Bahia, confira: Bahia 2 x 1 Primeira Camisa; Bahia 4 x 0 União São João; Bahia 4 x 1 Paraná; Bahia 2 x 1 Fortaleza; Bahia 2 x 1 Vitória; Bahia 1 x 0 Juventude;Bahia 1 x 1 Fortaleza (4 x 2, nos penaltis). Uma campanha impecável! ( Mauricio Guimarães)
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Ba X VI: Torcidas organizadas serão monitoradas
É duro enfrentar o grande esforço demandado para assistir um jogo de futebol. Há grandes dificuldades de toda ordem a começar pelos quarenta contos imerecidos que temos que pagar, trânsito engarrafado nas vias de acesso aos estádios de Pituaçu e principalmente no Barradão, dificuldades para adquirir o bilhete de entrada, portanto medidas preventivas contra torcidas organizadas ou não, para que evitem a exacerbação da rivalidade, no barato é uma obrigação da Policia Militar. Outra medida acertada, foi à proibição a partir do próximo domingo da comercialização do líquido fermentado mais famoso do Brasil nos estádios. Esses são os temas que trata a matéria da Tribuna desta sexta-feira. Os Imbatíveis de um lado, a Bamor do outro. Será rigorosamente assim o posicionamento das Torcidas Organizadas do Vitória e do Bahia, no primeiro Ba-Vi do ano, domingo à tarde, no Estádio Governador Roberto Santos, o Metropolitano de Pituaçu. Além disso, a partir deste clássico, em todos os estádios do futebol baiano - o Vitória já não vendia no Barradão - a Federação Bahiana de Futebol (FBF) aplica uma resolução adotada pela CBF, e está proibindo a venda de bebidas alcoólicas. Os órgãos responsáveis pela segurança do torcedor se reuniram ontem e definiram a linha de ação parta o jogo de domingo, válido pela 3ª rodada da fase de classificação do Campeonato Baiano.
Pelo que ficou acertado, a Polícia Militar, com contingente à cargo do Coronel Patrício, vai monitorar todos os deslocamentos das Torcidas Organizadas de Bahia e Vitória, principalmente Os Imbatíveis e a Bamor. Os torcedores do Vitória vão se concentrar na Avenida Pinto de Aguiar, no lado da orla de Salvador, e a Bamor na Avenida Paralela. Através do sistema de rádio, a Polícia Militar vai evitar que as duas maiores organizadas entrem no Estádio de Pituaçu no mesmo horário, impedindo desta forma os tradicionais e violentos confrontos na área de bilheterias e portões dos estádios.
Na reunião de ontem com a Polícia Militar, a direção da FBF comunicou que baixou Resolução de Diretoria, a RDI 02/10, que determina a proibição da comercialização, distribuição ou qualquer outro tipo de oferta de bebidas alcoólicas nas dependências dos Estádios no qual serão realizadas as partidas oficiais promovidas pela FBF durante o ano de 2010.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Bebidas alcoólicas serão proibidas no Baianão 2010
Esta matéria é do site do globoesporte.com. Ela traz ainda uma dúvida de quando serão implementadas as medidas necessárias para coibir o uso de bebidas alcoólicas nos Estádios e no entorno deles. A lei seca exige uma fiscalização eficaz a fim de inibir comportamentos de eventuais infratores.Temos toda uma cultura de incentivo ao uso de drogas lícitas, mas a medida é adequada e leva em conta dados de redução significativas da violência em estádios que utilizaram a lei seca como princípio para combater a violência. Tudo depende da fiscalização. É aí que podem acontecer alguns abusos! Confira!
Assim como nas competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a venda de bebidas alcoólicas será proibida no Campeonato Baiano. A medida ainda não tem data certa para entrar em vigor, tudo depende de um estudo da Federação Bahiana de Futebol (FBF) para não prejudicar os comerciantes que já tenham reservado estoque de bebidas para comercialização dentro dos estádios nas próximas rodadas.
Segundo o presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, haverá uma reunião nesta quinta-feira, entre a federação e a Polícia Militar, para definir o esquema de segurança nos jogos do estadual, inclusive o BA-VI de domingo.
- Estamos atendendo uma solicitação da CBF. Poderia ter sido tudo definido ontem (na segunda-feira), mas antes vamos verificar com os comerciantes essa questão dos possíveis estoques - explicou o presidente.
Reencontro da Torcida do Bahia com o seu time
Após estrear no Campeonato Baiano com goleada por 5 a 1 sobre o Colo-Colo, o Bahia vai reencontrar a torcida tricolor nesta quarta-feira, às 21h30m, em Pituaçu. E os ingressos para a partida diante do Vitória da Conquista já estão à venda, no próprio estádio, na sede de praia da Boca do Rio e nas lojas do clube.
Os bilhetes de arquibancada custam R$ 30, enquanto os de cadeira, saem por R$ 60. Sócios e estudantes têm direito à meia-entrada. Crianças menores de 12 anos não pagam.
Julgamento de Ruy Accyoli adiado
Devido ao novo CBJD, o julgamento de Ruy Accioly por prática de atitude anti-desportiva, que constava na pauta da sessão extraordinária de hoje, foi adiado. A sessão baixou os autos de volta á Procuradoria, que terá que fazer uma adequação de acordo com o novo CBJD.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Bobô se diz preocupado com a violência

Bobô se disse incomodado com a possibilidade de que cenas de pancadaria ocorram nos estádios baianos, principalmente em Pituaçu, arena recém reformada e que abrigará o jogo da Seleção Brasileira contra o Chile, no próximo dia 9, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
José Renato, no entanto, lembrou que um forte instrumento de combate à violência nos estádios aguarda aprovação da Assembléia Legislativa (AL) da Bahia, o que pode reduzir as chances de que cenas de violência ocorram no estádios baianos.
O projeto, idealizado pelo promotor de Justiça e apresentado à AL pela Comissão de Segurança e Direitos Humanos, prevê a proibição da venda e utilização de bebidas alcoólicas nos estádios e no raio de
Também foi incluso no projeto a obrigatoriedade de campanhas educativas dentro dos estádios, proibição da venda de ingressos no próprio estádio de futebol até quatro horas antes do início do jogo e a proibição de utilização de fogos de artifício, hastes ou suportes de bandeiras ou qualquer instrumento capaz de causar lesão.
Durante a reunião, o superintendente da Sudesb solicitou sugestões acerca da utilização da Tribuna de Honra do estádio de Pituaçu, tendo José Renato opinado que, como o espaço da Tribuna é pequeno, deveria ser disponibilizado para os chefes dos Poderes, do Ministério Público, Polícia Militar e Civil, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, dentre outras autoridades indicadas pela Sudesb e Governo do Estado.
O promotor de Justiça sugeriu ainda que, no espaço, não deveria ser permitido fumar, vender ou consumir bebida alcoólica, utilizar bandeiras, instrumentos musicais ou equipamentos que emitam ruídos. Com informações da Tribuna Online
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Dalmo Carrera
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Paixão desmedida pelo clube enfraquece o coração
A paixão é violenta. Difícil encontrar um homem que não sofra por futebol, mantendo a adoração pelo time como uma prioridade. Em dia de jogo, não há programa que consiga tirar o torcedor da frente da televisão isso quando ele não foi ao estádio, mesmo com chuva, para acompanhar a partida. Enquanto o placar não se define, as mãos suam, os palavrões saltam, os gritos explodem e o corpo se dobra de tensão.Todo esse envolvimento, entretanto, pode custar muito caro à saúde. Segundo um estudo que acaba de ser publicado na revista americana de Cardiologia, o coração do torcedor fica mais sensível nos dias em que o resultado do jogo deixa a desejar. Para chegar à conclusão, os especialistas avaliaram o funcionamento cardíaco de torcedores de futebol americano (nos Estados Unidos, um esporte que desperta tanta paixão quanto o futebol aqui no Brasil).
"O tabagismo e a falta de exercícios físicos fragilizam o coração. Mas o estresse também favorece ataques cardíacos, principalmente nas pessoas que já apresentam casos da doença na família", afirma a cardiologista Denise Hachul, do Hospital Israelita Albert Einstein. Formigamento no braço, taquicardia, músculos enrijecidos, boca seca, mãos e pés frios indicam que há necessidade urgente e procurar um médico, mesmo que você não sofra com obesidade ou colesterol alto, por exemplo.
Em situações de estresse, seu organismo libera uma série de substâncias (como adrenalina e cortisol) na corrente sanguínea. Quando ocorre de vez em quando, o mecanismo não chega a causar danos. Mas, com a repetição dos jogos (e do estresse), essa descarga vai favorecendo o acúmulo de placas de gordura e o infarto torna-se mais provável. "Além disso, quando a emoção atinge níveis mais intensos, o coração pode acelerar demais os batimentos e não suportar a carga de trabalho", diz a médica.
Não é à toa, portanto, que o coração do torcedor fica mais vulnerável a paradas quando o time dele perde e o risco aumenta ainda mais quando o jogo pertence a algum campeonato importante ou tem caráter decisivo. Segundo a pesquisa americana, as mortes por ataques cardíacos crescem numa cidade quando a equipe esportiva local obtém classificação para disputar a final de um campeonato. Ainda de acordo com os cientistas americanos, ataques cardíacos e problemas de circulação estão entre os problemas mais comuns nos pacientes/torcedores em dias de emoções intensas no esporte. Com informações do portal MSN Brasil
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Maurício Guimarães
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
A banalidade do mal entre torcidas do Bahia e Vitória
A propósito, um estudo feito pela UFRJ coloca o Brasil como líder no ranking de violência no futebol. Algo, assim, no país do futebol, que se pensava um país de povo pacífico, agride a consciência nacional. Muitos, como nós, mal completamos 40 anos, mas ainda vimos o tempo da torcida mista. Torcida mista que depois que a Fonte desabou virou coisa de "estória de pescador", como se fosse lenda. Entrávamos todos juntos, quando vindos do Colégio Central, ou quando vindos do dique também, torcedores do Bahia e do Vitória. Sem frescura nenhuma e com naturalidade íamos ao campo extravasar a rotina e o tédio da vida comum.Mas, as coisas foram mudando com as torcidas organizadas. Elas começaram a querer intimidar o torcedor não só dentro do estádio como também fora dele, nas aglomerações em torno do estádio o torcedor desavisado poderia ser abordado, tal qual como se estivesse sendo assaltado ou coisa pior; forçado a tirar sua camisa, quando muitas vezes era vítima mesmo de furto.
É muito triste tudo isso, identidade de jovens em formação crescendo e aprendendo gestos de intolerância. Ana Arendt já advertia sobre a banalidade do mal do nosso tempo, que faz com que as pessoas não reflitam sobre suas ações. Os torcedores, antes das organizadas, achavam mais interesse na diferença, e ela era vista como a coisa mais natural do mundo, até na mesma família era natural uns optarem por times diferentes. Hoje, a moda gira em torno de identificações que não toleram a diferença, forma-se com os clubes uma identidade doentia, paralelamente ao desenvolvimento de uma sociedade excludente e competitiva.
Hoje, a esperança reside num projeto de lei prestes a ser sancionado pelo presidente. Essa lei fere de morte as torcidas organizadas com a responsabilização independentemente de culpa, a responsabilidade será objetiva. Agora, ocorrendo dolo e o nexo causal entre a conduta e o dano, punições terão o condão de infligir pesadas multas às organizadas, que responderão pela ação de seus integrantes. Sem dúvida um grande avanço para voltarmos a ver no sorriso de torcedores uma beleza que reflita em todos os corações de baianos tricolores ou rubro-negros.
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Maurício Guimarães
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Brasil lidera ranking de mortes no futebol
Nos últimos dez anos, 42 torcedores morreram em conflitos dentro, no entorno ou nos acessos aos estádios de futebol do Brasil. Os dados foram contabilizados e estudados pelo sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universo, Maurício Murad, baseado em dados fornecidos por jornais, revistas e rádios das principais cidades do país entre os anos de 1999 e 2008. As informações foram mais tarde checadas nos Institutos Médico Legais (IMLs) e nas delegacias de polícia das cidades onde as mortes ocorreram.A Bahia também está nesta estatística, nos últims anos pelo menos três torcedores morreram, antes ou após partidas realizadas em Salvador. Todas foram no entorno dos estádios. As útimas vítimas morreram após um Ba-Vi realizado em 2007. O pedreiro Luiz Carlos Pereira, 41 anos, e o aposentado Pedro Sales Silva, de 43 anos.
"Quando começamos a fazer o levantamento, o Brasil estava em terceiro lugar na comparação com outros países no número de óbitos. A ordem era Itália, Argentina e Brasil. Hoje, dez anos depois, o Brasil conquistou o primeiro lugar. É uma conquista trágica, perversa", afirmou o professor.
Segundo ele, essa constatação deveria ser uma grande preocupação para um país que vai abrigar um grande evento como a Copa do Mundo de 2014. "Essa violência é uma preocupação para a Copa porque, de todos os problemas que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) acompanha, e de tudo o que o caderno de exigências para a Copa do Mundo determina, a segurança pública é um dos principais. O problema da segurança pública é da maior importância para a Copa do Mundo."
O fato do Brasil estar ocupando o trágico primeiro lugar no número de óbitos em conflitos de torcedores deve-se, segundo o professor, ao fato de não ter ocorrido aqui uma reação a esse tipo de violência, tal como fez a Itália, promovendo reformas na legislação até para punir os dirigentes que incitam a violência. "No Brasil, infelizmente, não houve reação satisfatória e consistente", concluiu. Com informações da Tribuna da Bahia
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Maurício Guimarães
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Repórter baiano leva garrafada nos Aflitos durante coletiva
"Foi uma garrafada covarde não tem um policial não tem um funcionário aqui estamos completamente desprotegidos aqui, à mercê de vândalos e de marginais", desabafou o vice-presidente de futebol do Vitória, Jorge Sampaio.
"Isso é o Estádio dos Aflitos. Isso aqui é uma várzea, tem de ser interditado. Já não bastasse o que aconteceu ano passado aqui, com gás de pimenta, invasão de vestiário e policial dando voz de prisão para jogador", disparou Sampaio, relembrando a confusão ocorrida no confronto do ano passado entre as duas equipes.
O episódio interrompeu a entrevista coletiva concedida pelo técnico Paulo César Carpegiani, que não escondeu a preocupação, nem poupou de críticas a diretoria pela falta de opções para recompor a zaga para o jogo de domingo, contra o Atlético-MG.
Wallace, expulso, e Anderson Martins e Victor Ramos, que receberam o terceiro amarelo, não poderão atuar. "No momento estou muito preocupado com isso. As equipes que querem chegar à Libertadores têm que ter elenco. Senão acontece o que vai acontecer conosco no domingo", disparou.
Jorge Sampaio reconheceu as dificuldades, até porque o único profissional especialista na função que poderia atuar, o zagueiro Marco Aurélio, está em fase final de tratamento de uma lesão e não rteúne condições físicas de atuar.
"Não temos que chorar leite derramado não. Temos de fazer do limão uma limonada. Quem tiver vestindo o nosso manto vai fazer das tripas coração diante da nossa torcida", desconversou. Com informações do UOL
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Dalmo Carrera
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quarta-feira, 24 de junho de 2009
Projeto de lei: Torcida Barrada!
Enquanto o promotor Paulo Castilho, responsável por combater a violência nos estádios, defende a realização dos jogos de grande porte apenas com a presença da torcida do time mandante, a Assembléia Legislativa da Bahia prepara um projeto de lei que pode limitar a 5% o número de ingressos destinados aos visitantes.A proposta foi elaborada pelo promotor José Renato Oliva de Mattos, membro das comissões Nacional e Estadual de Combate à Violência nos Estádios, e deve ser votada até o final do ano. O promotor baiano não acredita que vetar a torcida adversária nos jogos seja a melhor alternativa. Para Oliva, é muito difícil a proposta entrar em vigor. “O veto só deve ser aplicado em casos extremos, como o que aconteceu em São Paulo”, opina, acrescentando que a limitação. De 5% para torcedores adversários já facilitaria bastante o trabalho da Polícia Militar. A proposta deve ser votada até o final deste ano
Fases de elaboração
O projeto de lei apresentado à Comissão de Segurança Pública da AL ainda não está finalizado. Segundo o deputado Capitão Tadeu (PSB), relator da matéria estão sendo realizadas audiências públicas para ouvir a opinião dos maiores interessados no assunto: “Estou tendo muito cuidado porque isso mexe com muita gente”. Tadeu acredita que o projeto será votado ainda este ano e lembra que qualquer pessoa pode enviar sugestões.
Vandalismo em São Paulo
A discussão sobre os jogos com torcida única voltou à tona depois das cenas de selvageria no confronto entre Corinthians e Vasco, no Pacaembu, pelas semifinais da Copa do Brasil. Antes e depois da partida, torcedores dos dois times. Transformaram as ruas de São Paulo em praça de guerra. O “saldo” da confusão: um corintiano morto, 32 pessoas presas, um ônibus e diversos carros queimados.
No dia seguinte ao vandalismo, o promotor Paulo Castilho propôs a realização dos jogos finais da Copa do Brasil apenas com a presença da torcida do time mandante. A idéia já havia sido sugerida em Salvador pelo diretor de futebol do Bahia, Paulo Carneiro, antes do primeiro Ba - Vi do Baianão. Mas, apesar do apoio da PM e da federação Bahiana de Futebol, o Vitória foi contrário à proposta. Raphael Carneiro do Jornal da Metrópole
Mesmo sem jogar, Bahia sobe na tabela
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Dalmo Carrera
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