Dá para se ter uma ideia da paixão dessa torcida para com o E.C.Bahia? Podemos adjetivar de várias maneiras, mas não podemos alcançar a emoção do torcedor.
Quando então o torcedor resolve concretamente expressar a sua paixão clubística em seu cotidiano de forma tão contundente, como o dono da bonita casa da foto, então dizemos que não basta torcer e ter identidade com o clube, passou para um fenômeno sociológico ainda inexplicável.
A casa do indivíduo é sua alma, seu lar, onde repousamos no aconchego de nossos laços de afeto e criamos uma atmosfera propícia para o amor, a paz, a harmonia e a verdade.
O lar que não sirva a esse propósito de ser um ambiente de paz certamente deve ser insuportável viver. Mas, falamos de um lar pintado e moldado com os símbolos de um clube de futebol. O Bahia é a inspiração e a motivação para o torcedor ter trocado e revolucionado os ambientes e arquitetura tradicionais com as cores e signos do seu time do coração.
Muito justo que essa demonstração de alma chegue aos nossos olhos como uma pílula para enxergar que o Bahia está acima de vaidades e qualquer disputa. Quem vestir a camisa do Bahia deve dar seu sangue não para sua carreira, seu bolso e sua vaidade, não pode ser Bahia quem se coloca acima da torcida do Bahia.
Independentemente de quem entra e sai do Bahia, o foco deve ser sempre jogar o melhor futebol e dar alegrias a nossa querida torcida, porque jogar no Bahia é mais que jogar num clube de futebol. Tem dúvida?







6 comentários:
Legal MOA. É a paixão expressada no limite máximo. Gosto deste tipo de homenagem porque foca diretamente o clube e não os seus agregados de momento. Pintar a casa com as cores do Bahia é paixão e amor, colocar a foto de Marcelo Lomba ou qualquer outro jogador é loucura, maluquice e imediatamente devemos internar o sujeito suspeito.
Morei em um prédio pequeno por anos e em um dia de domingo, vi no prédio vizinho uma enorme bandeira do Vitória, enorme, grande, bonita com o escudo de material resplandecente. Mas pensei que era para sinalizar pombos ( muitas famílias criavam e usavam este artifício naquela região para ajudar na sinalização) Mas não era, eram de fatos torcedores do Vitória. Nada haver com pombo-sujo
Achei aquilo um acinte, um desaforo. No outro dia, na cara dura, sair e comprei os panos e um tubo enorme, cimento e tudo que precisava, dois dias depois, a Bandeira do Bahia estava no último andar no meu prédio, suplantando em beleza e, sobretudo, em tamanho do vizinho desaforado.
Acontece que a costureira vacilou, em menos de dois dias, a Bandeira Tricolor não suportou os ventos violentos daquela região (Manoel Dias da Silva) desfiou TODA, virou um trapo de pano. Creia, voltei a estaca zero, e nova bandeira foi feita agora com pano de boa qualidade (e reforçada com costura dupla nas pontas para suportar os ventos) e por muitos anos tremulou no alto do prédio, até ir embora, 19 anos depois.
Hoje, não faço isto, jamais. E também não uso camisa do Bahia ainda que tenha algumas novas e outras antigas, mas compro.
Quando o Bahia foi rebaixado pela primeira vez (jogo contra o Juventude) acordei triste e para me mostrar solidário ao clube, vestir a camisa do Bahia e fui a pé ao Bom-Preço e quando passo pelo (BAIXO-BARRA) Beco no Porto da Barra, encontro uns caras sentado em um bar fazendo, acho até terceira maré daquela madrugada sofrida.
Os caras quando me viram com aquela camisa, não pensaram duas vezes e em coro gritaram: TIRE ESSA CARNIÇA, seo porra! Tenha VERGONHA seu sacana, seu filho da puta. Esse time só faz nos envergonhar seo CORNO.... E outros adjetivos ruins e vieram em minha direção.... Eles eram Bahia!
Foi duro contornar a situação e se não fosse à interferência e ajuda de outros meliantes curiosamente sóbrios, creio que hoje ou estaria morto ou preso, uma coisa ou outra, sem dívidas. A coisa foi tão mal que desistir de ir ao supermercado, a fome passou na hora!
A partir daí aposentei as camisas do Bahia e limito a colocar a velha e antiga do Bahia lavada e passada na janela em dias de grandes jogos. Acabou o jogo, retiro, até porque, hoje tenho a minha casa como um templo sagrado, um porto seguro e não faço nada que possa colocar essa condição em perigo ou em jogo.
Porreta é meu atual vizinho. Chama-se Eder Santos, ele assiste aos jogos aqui em casa. Quando o Bahia ganhar ele joga as latas das cervejas que bebe pela janela, quando perde, quer jogar as minhas cadeiras da sala. Papo Sério.
Admito a ideia de torcer por um time e até mesmo sofrer, momentaneamente, quando o clube tropeça. Acho interessante a gozação sadia, a resenha no trabalho ou numa mesa de bar após o jogo. Tudo mais, para mim, é fanatismo e alienação. Torcer a ponto de ter sempre como assunto principal o seu time, mudar completamente de humor por dias ou meses porque o time perdeu ou andar vestido o tempo inteiro com a camisa do time são sintomas de uma doença. Levar futebol tão a sério é bom pra quem lucra com ele.
O senhor parece que é tan-tan. Eu, hem.
Essa casa é mais bonita do que a Capela Sistina.
Lembro que quando era criança (fim dos anos 70 / início dos 80) havia uma casa no Rio Vermelho com um enorme escudo do Esquadrão na fachada. A construção ainda está lá, naquela curva fechada depois do Morro da Paciência,
Prefiro que deixe no bloco seco.
casa feia da porra
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