domingo, 1 de agosto de 2010

Vitória perde para o Botafogo no Barradão

Um campo enlameado, com o time com alguns jogadores reservas e, sobretudo, com a cabeça ligada na decisão da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, o Vitória foi derrotado pelo Botafogo por 3 x 1, em uma sequência de três gols relâmpagos. Edno (2) e Jobson marcaram para o Botafogo, enquanto Júnior de cabeça fez o gol do Vitória.

Todos os gols foram marcados no segundo tempo. Com o resultado, o Leão caiu na tabela de pontuação e agora ocupa a décima quarta posição. O clube volta a campo no próximo Domingo, quando enfrenta o Vasco da Gama, em São Januário. Confira todos os detalhes do jogo em matéria da agencia futebol do interior

Em conta do gramado muito encharcado Vitória e Botafogo fizeram um primeiro tempo muito fraco tecnicamente, com as pouca chances no finalzinho da primeira etapa. O time baiano chegou, aos 34 minutos, depois que o atacante Júnior recebeu na entrada da área e de primeira bateu forte, mas a bola passou a esquerda do goleiro Jefferson.

Aos 41 minutos, o Vitória teve outra grande chance, após cruzamento, a defesa do Botafogo afastou mal, a bola sobrou para Vanderson que bateu de primeira, a bola explodiu na zaga e passou pertinho da trave esquerda.

O último lance de perigo foi para o lado do time Rubro-Negro, aos 44 minutos. Depois de belo lançamento, atacante Soares invadiu a aárea, e bateu cruzado, o goleiro Jefferson bem colocado fez a defesa, salvando o Botafogo.

O Vitória assim como na primeira etapa, começou melhor o segundo tempo. Aos nove minutos, depois de levantamento para a área, a bola sobrou para Thiago Humberto que tocou para Ricardo Conceição, que chutou de primeira, a bola desviou e saiu com muito perigo para a linha de fndo.

Não demorou muito para o Botafogo responder. Aos 11 minutos, o volante Fahel recebeu passe de Alessandro, invadiu área, mas na hora do chute, acabou finalizando mal, perdendo a principal chance do time carioca, na partida.

Depois de um começo bom, a chuva voltou a apertar no Barradão, com isso o jogo caiu tecnicamente e só voltou a ter uma grande chance, aos 27 minutos, e foi para o Vitória. Depois de escanteio cobrado o meia Renato subiu livre e cabeceou, a bola tocou no chão e encobriu o goleiro Jefferson, e foi para a linha de fundo com muito perigo.

Chuva de gols

Em menos de três minutos, aconteceu três gols na partida, dois para o lado do Botafogo e um para o Vitória. O primeiro gol foi para o time carioca, aos 35 minutos. Depois de cruzamento de Jobson, o meia Edno dominou no peito e bateu forte, sem chances para o goleiro Viáfara.

No lance seguinte, aos 36 minutos, o meia Renato desceu pela direita e cruzou, o atacante Junior sozinho de cabeça, só deslocou o goleiro Jefferson para empatar a partida.

Mas de nada adiantou, pois no minuto seguinte, o Botafogo fez o segundo. O volante Marcelo Mattos arriscou de fora da área, o atacante Jobson apareceu antes de Viáfara para desviar e completar para o fundo das redes.

Matou
O Botafogo no finalzinho do jogo, aos 48 minutos, fez o terceiro gol e matou o jogo. O atacante Jobson apareceu com velocidade, driblou o marcador e bateu cruzado, sem chances para o goleiro Viáfara.

04/08/2010 Vitoria x Santos ao vivo aqui

16.00h - Vitória 1 x 3 Botafogo-RJ

01/08/2010 - Vitória x Botafogo-RJ ao vivo, pela 12º rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol da série A, 2010. Você pode acompanhar a transmissão ao vivo, através das emissoras de Salvador. Segue os links das rádios que transmitem os jogos:


AO VIVO Bahia (FS) x BAHIAAO Vivo: Bahia de Feira x Bahia















Vitória x Santos: Fé inabalável

Foi e tem sido uma semana difícil. Ao mesmo tempo, cheia de esperança. Após a primeira batalha da final da Copa do Brasil, esses dois sentimentos permeiam a minha mente e a de quase todos os rubro-negros. Será assim até que chegue a decisão, dia 4 de agosto, em nosso santuário. É no Estádio Manoel Barradas e sua mística que depositamos nossa maior razão para ter fé na conquista do título da Copa do Brasil pelo Vitória.

À luz da razão, o favoritismo do Santos aumentou após o triunfo do primeiro jogo. Os paulistas tem um time mais qualificado tecnicamente, com melhores peças de reposição e estão cheios de confiança. Não sou menos Vitória por admitir essa verdade. A vantagem obtida no jogo de ida é significativa. O fato de não terem levado gol em casa é crucial. Um gol deles em Salvador nos obriga a fazer quatro para sermos campeões. Além disso, ao contrário de nós, jogarão sem desfalques. É, quase tudo está favorável ao Santos.


Mas algo me diz que o “quase certo” não é tão certo assim. Aqueles que nunca presenciaram a força do Barradão, maior centroavante da história rubro-negra, talvez nos considerem loucos por ainda acreditarmos no título. Julgam-nos fanáticos cegos, insanos ou masoquistas. Mas nós, Vitória de coração, sabemos da força que emana daquele cimento sagrado. E sabem como reverbera o grito da massa ensandecida que faz os jogadores tirarem forças de onde não mais tem.


Quantas não foram as viradas impossíveis, vitórias improváveis, provas e mais provas de superação que tiveram como cenário o chão rubro-negro? Foi lá que começamos a alterar nossa história: de time ridicularizado a clube respeitado. Antes do Barradão, por exemplo, jamais o Leão havia derrotado equipes como São Paulo, Internacional ou Cruzeiro em jogos oficiais. Na era pré-Manoel Barradas, a hegemonia estadual era do representante baiano da segundona, aquele que hoje é o nosso freguês predileto.


Essas não são palavras ufanistas, sem razão e com o objetivo de dar um alento para quem perdeu a fé no título. Falo com base no que já presenciei nesses 19 anos que frequento minha segunda casa. Acredito, sim, na virada e em nossa conquista. Espero que os guerreiros que estarão em campo tenham também esse pensamento. E quem for ao estádio ver a história ser escrita também tenha esse espírito vencedor. Eu estarei lá.


José Raimundo Silveira
Militar, jornalista e rubro-negro desde os tempos de Ricky.

E-mail: tencerqueira@gmail.com

04/08/2010 Vitoria x Santos ao vivo aqui




O Treinador

Antes de escrever esse texto, tive que esperar a minha chateação passar. Logo depois do jogo, era impossível emitir qualquer opinião, pois eu estaria sendo parcial e influenciado pela emotividade. Tudo bem, já tomei duas cervejas, dormi e acordei há 35 minutos. Fiquei deitado na cama refletindo e acho que já posso escrever o que penso sobre o trabalho de Renato Gaúcho à frente do Bahia.

Bom, eu sempre fui contra a troca de treinadores no meio de uma temporada, a não ser em casos incontestáveis de fracassos anunciados. Mas depois de uma reflexão, admito que eu concordaria se a diretoria do Bahia resolvesse mandar Renato Gaúcho de volta ao Rio. Vou expor minha argumentação para tal posição.

Um primeiro motivo é simples. Não vejo o Bahia com um padrão tático de jogo. Sempre que o time vai entrar em campo, fico tentando imaginar que padrão de jogo a equipe vai mostrar, as alternativas de jogadas e, sinceramente, não consigo chegar a uma conclusão. Temos um elenco, sem dúvidas, melhor do que os últimos anos, mas fica a impressão de que Renato Gaúcho não sabe aproveitar bem as peças que comanda.

Hoje, o Figueirense foi superior ao Bahia em campo, deu um show de toque de bola, criatividade e movimentação. O Bahia, ao contrário, falta sempre objetividade por parte de jogadores como Ávine, Rogerinho e Morais que ,diga-se de passagem, fez uma partida razoável. Também vejo problemas no posicionamento dos jogadores que, às vezes, não sabem onde devem ficar, caindo dois na mesma bola. Várias vezes, Rogerinho e Vander tiveram que tentar cruzamentos de linha de fundo, quando os laterais do Bahia deveriam estar fazendo essa função e deixando os meias com uma visão ampliada no meio de campo para distribuição de jogadas.

O posicionamento da defesa é outro problema. Os volantes não dão um combate mais eficiente, marcam distante dos jogadores adversários. O zagueiro Nem tem saído para dar o primeiro combate e como é lento termina tendo que cometer faltas na intermediária, como no lance que originou o segundo gol do Figueirense no jogo de hoje. Se não fizer a falta, o adversário consegue chegar rápido em diagonal e finalizam de dentro da grande área, vide dois ou três lances perigosos do Figueirense no segundo tempo e dois dos gols tomados contra o Náutico.

O técnico Renato Gaúcho tem outro defeito grave: a arrogância. Sempre muito arrogante nas suas entrevistas. Não que o bom treinador não tenha que ser arrogante, mas tenho a impressão que a humildade é fundamental para que qualquer ser humano esteja aberto às criticas construtivas. Já Renato Gaúcho, sempre muito convicto de suas idéias, não parece disposto a pensar em outras possibilidades.

Mas o pior de tudo para mim, é ver o técnico tricolor dizer na coletiva que o Bahia jogou muito bem e salientar a má atuação de determinados jogadores, como assim fez com Rogerinho hoje. Na minha concepção, se o time perde, o grupo todo deve ser responsabilizado, inclusive o treinador. Quando ganha, a mesma coisa, a vitória é de todos. Mas Renato deve estar acima do bem e do mal. Definitivamente, ele não erra.

O Bahia já foi líder, agora já está há sete pontos dessa liderança. O rendimento da equipe só faz cair e o futebol sem objetividade é facilmente neutralizado. Qual seria a solução para o tricolor dar a tão esperada arrancada rumo à série A? É possível confiar no acesso do Bahia à série A? Deixo essa reflexão para vocês.

Matéria disponível no www.baheameuesquadrao.blogspot.com