sábado, 1 de maio de 2010

Bahia é campeão baiano de juniores 2010

O Bahia é campeão baiano de juniores 2010. Neste sábado (1), o Tricolor venceu o Itabuna, em Pituaçu, por 4 a 2, diferença exigida pela derrota no jogo de ida, em Itabuna - 2 x 0. Vander e Hélder, destaques durante todo o campeonato, voltaram a brilhar. O mês de maio começou bem para a torcida tricolor, com o título de campeão baiano conquistado pela equipe de juniores, amanhã a estrela poderá brilhar mais uma vez, desta feita com o time de profissionais.

O time de juniores do Bahia, que conquistou na tarde deste sábado (1/maio), o título estadual da categoria, ao vencer o Itabuna por 4x2. Era a diferença de gols que precisava. Todos os tentos foram marcados na segunda etapa.

Em forte cobrança de falta, logo aos 2, Vander abriu o marcador. Porém, os visitantes não se assustaram e chegaram ao empate aos 17, através de Wagner, de cabeça. Com os jogadores nervosos, Renê, do Bahia, e Felipe Mateus, Itabuna, discutiram e acabaram expulsos.

Pouco depois, aos 25, Hélder reacendeu a esperança tricolor em bate rebate na área. O time de Sérgio Moura foi para a pressão e chegou ao terceiro aos 33. Gabriel, que havia entrado no lugar de Maurício, dividiu com a zaga e empurrou às redes.

O taça tomou o caminho do Fazendão de vez aos 36. Wilson Júnior fez boa jogada e cruzou fechado. O goleiro cortou mal e novamente ele, Vander, marcou o segundo no rebote. A equipe da região do cacau ainda chegou a diminuir, aos 41, com Felipe Lima, mas já era tarde.

Renato Gaúcho X Edílson: Acabou o namoro?

Matéria de Miro Palma, edição impressa do jornal Correio, edição de Sábado, véspera do BAVI. O namoro entre o atacante baiano e técnico Gaúcho, se é que existiu, por prudência deveria ser mantido sob o sigilo absoluto, pois não move, comove ou demove a esperança do torcedor tricolor, do titulo do Campeonato na tarde deste Domingo.

A relação Bahia, seu torcedor e os títulos, precisa de reconciliação urgente. Com Edílson ou não, o Bahia precisa contrariar a lógica natural do futebol, desmascarar os nostradamus de plantão, desmistificar a mãe Diná e, sobretudo, fazer o retornar o ovo para o aconchego da galinha, de preferência, sem vaselina!


Títulos da Copa do Mundo, Mundial de Clubes, Brasileiro, além de alguns campeonatos regionais e estaduais. Se você fosse técnico de futebol, arriscaria colocar um jogador com esse currículo de reservas? Não? Depois de 14 jogos e apenas dois gols, talvez. O retrospecto para um atacante não é nada agradável. Até o zagueiro Wagner fez mais gols: cinco no total. A relação de Renato Gaúcho com Edílson ficou abalada depois da derrota do último BA-VI. Bafafá dos dois lados e a conseqüências vai ser a reserva para o capetinha.

Ao menos, é o que tudo indica. O discurso de experiente jogador de 39 anos é de conformismo. “Eu não vim pra cá para desagregar. Não quero confusão. Eu seria desonesto com o grupo se não aceitasse a reserva. Sou autentico e não Maria vai com as outras”.

O técnico Renato Gaúcho se livra de qualquer polemica em relação à escalação do time, mas dá uma pista “Não existe nenhuma cláusula no contrato no contrato do Edílson dizendo que ele vai jogar. Ele é um jogador do grupo do Bahia”, afirmou. Para um bom entendedor...

Apesar do semblante visivelmente triste, Edílson manifesta apoio aos companheiros. Segundo o jogador, mais importante é o Bahia ficar com o titulo. “Rapaz, o que vale é ajudar o clube. Quero é levantar a taça no domingo”.

O resultado da final, por sinal, vai definir o futuro do capeta no time. A Série B é uma incógnita, apesar de Edílson já ter declarado que iria cumprir o contrato. Pelo menos é o que deixou entender. “Depois do jogo, a gente vai ver. Vou pensar com calma e resolver”, disse.

O clima entre o jogador e o treinador não é dos melhores, já deu para perceber. Na entrevista coletiva após o treino de ontem, a pergunta salgada do repórter sobre a barração deixou Renato Gaúcho irritado. “PÔ, você está chato para caramba!” bradou.

Logo na pergunta seguinte, o veneno veio ainda mais forte. Renato jogador é parecido com o Edílson jogador? O comportamento? “Não!”, sem mais conversa fiada.

Em relação ao time, o mistério continua. No total, 19 jogadores foram relacionados. Os 11 que entram em campo? Só amanha nos vestiários do Barradão. “É um jogo de xadrez e eu não vou dar as minhas armas para ao adversário” resumiu o treinador.

O mistério da escalação sobrou até para Ananias, titular absoluto e que fez falta no último clássico. “Você que está dizendo que ele vai jogar”. Ele tem as mesmas chances dos outros jogadores, assim como o Bruno Silva.

A década do Leão, um gostinho de vingança

Sábado, primeiro de Maio, dia do peão trabalhador, véspera do BAVI que decide a edição 2010, do Campeonato Baiano. O BLOG, dentro do possível, trará para o centro desse espaço tudo que for relacionado ao jogo deste domingo. Ontem começámos o dia com as gozações sadias do Mauricio Guimarães e finalizámos com as impressões, neutras e equilibradas, sobre o jogo do Cláudio Lima, parceiro e amigo do BLOG Futebol Nordestino e o Tricolor, Vinicius, do BLOG da Galera Tricolor, que lembrou, com toda propriedade, a história de superação do Bahia, do Bahia de quando viveu e respirou sob o signo da era do aço!

Régua passada, recomeçamos neste sábado trazendo o novo artigo do Paulo Carneiro. O rubro-negro que é respeitado por grande parte da torcida rubro-negra, e que reputo como o homem que tirou o Vitória da lama e colocou na cama, se suas administrações fossem apenas avaliadas por conquistas de títulos. PC faz um longo (como sempre) apanhado da história dos últimos anos do Vitória e do Bahia, como aponta, alguns dos motivos para ascensão do primeiro e rabisca a origem do escorregão, queda e mergulho no abismo do segundo. Confira


Às vésperas de mais uma decisão, não se pode deixar de registrar a grande mudança ocorrida na hegemonia do futebol baiano. Até o final da década de 80 a superioridade do Bahia era inconteste.

As décadas de 70 e 80 então foram uma covardia. O Vitória ganhou apenas quatro títulos; 72 80, 85 e 89. E já começou em 70 quando goleou o Itabuna por 6 a 0 com três gols de Sanfilippo e em 71, quando ganhou o BaVi por um a zero, gol de Artur e quebrou uma hegemonia de 64 jogos oficiais sem vencer o Vitória.

A partir de 89 a coisa mudou de forma radical. O Vitória deixou de ser um clube semi profissional, dirigido por “mecenas” passionais e a distância, para ser uma referencia como clube profissional e um grau de excelência na formação de atletas.

Em 94 com a plena inauguração do Barradão já com refletores e arquibancadas a situação começou a mudar. Ainda na década de 90 o Bahia ofereceu alguma resistência. Ganhou em 91, 93, 94, 98 e 99 (título dividido sem decisão).

A estruturação do Vitória de fato só se iniciou em 93, embora tenha ganho em 89 e 90 seu segundo bi-campeonato, ainda na cultura antiga, sem base e com time de aluguel. Imaginem, já tinha 90 anos e apenas oito títulos estaduais.

Sinceramente não se esperava que essa hegemonia fosse virar de forma tão radical. O Bahia já tinha estrutura física e dirigentes experientes, mas não percebeu a mudança do negócio futebol.

Parou de investir na base ou investiu mal a partir de 90 e já não podia trazer grandes jogadores dos grandes times brasileiros como fez até a década de 80, quando o futebol era regido por apenas uma receita (bilheteria) e os times grandes tinham apenas aspirantes e juvenis.

Ainda tiveram uma grande chance com a entrada do Oportunity em 98, mas as brigas internas e a obsessão de poder atrapalharam a adaptação ao profissionalismo que bateu nas portas muitas vezes e as encontrou fechadas.

Dessa época, 70 e 80, vieram para o Bahia grande jogadores como: Eliseu (Santos), Picolé (Santos) Douglas(Santos), Natal (Cruzeiro), Peri (Corintians) Sapatão, João Daniel (Flu FS/FLA), Marco Aurélio (Fla), Buttice e Sanfilippo (Argentina, San Lourenzo), Jesun (SP), Fito (Santos), Dario, Caio Cambalhota (Flamengo) Perez (São Paulo) Gilson Gênio, Alcimar (Palmeiras), Renato 74, Renato(Fla), Mickei(Flu RJ), Cláudio Adão (Flamengo). Continue lendo aqui