sexta-feira, 1 de maio de 2009

O 1º de maio do jogador de futebol

Zagueiro_AlisonO contrato de trabalho do jogador de futebol é hoje regido por uma lei especial chamada vulgarmente de Lei Pelé e supletivamente pela Consolidação das Leis de Trabalho, a CLT. O jogador de futebol, hoje, graças a avanços nos direitos trabalhistas do nosso país, depois da Constituição de 1988, não pode ser mais tratado como uma mercadoria. A lei do passe, que vigorava antes da Lei Pelé, era uma espécie de lei que, dada as peculiaridades da profissão de jogador de futebol, tornava o atleta profissional como "res", sem consideração a sua dignidade e autonomia enquanto pessoa humana. Antes da lei Pelé, os clubes negociavam os jogadores sem que estes pudessem escolher nem opiniar, apenas recebiam 15% de qualquer transferência, e mesmo quando os contratos de trabalho venciam, os jogadores continuavam atrelados aos clubes.

O jogador de futebol, hoje, tem um contrato de trabalho que não pode ser menor de 3 meses nem passar de 3 anos. Possuem ainda uma participação no direito de arena dos clubes na cessão para transmissões televisivas de futebol e ainda o direito de imagem, que podem negociar com mais autonomia. Podemos dizer que com considerável avanço, o trabalhor que optar em ser um atleta profissional ainda não terá muitos dias de lazer com sua família, terão muitos dias cansativos de trabalhos extenuantes, jogos de dois em dois dias e uma carreira curta que o jogador precisará ser inteligente para conseguir acumular um patrimônio que lhe dê segurança depois de encerrada sua carreira. Geralmente, muitos jogadores em suas melhores fases esbanjam dinheiro e perdem oportunidades de realizarem projetos para a sua vida levando em conta sua aposentadoria.

O trabalhador de futebol tem direito a FGTS, Previdência Social, férias remuneradas, 13º salário e outros direitos que os trabalhadores regidos pela CLT também possuem. Ainda por terem uma carreira breve, negociam luvas e "bichos" com o seu empregador. A maioria dos jogadores de futebol profissional sonham em ser um "Ronaldo", mas na verdade o que acontece é uma vida difícil de muitas viagens, salários atrasados e clubes que comprometem o pagamento de seus salários e outros direitos. Os jogadores ainda possuem em seu desfavor uma falta de consciência do atleta em relação aos seus companheiros de trabalho. O estímulo para que os jogadores ajam como se fossem touros numa arena de vale-tudo parece estar mais próximo do sentimento dos jogadores de futebol, como os antigos gladiadores da antiguidade clássica, que uma classe organizada e consciente.

PS.: Esse gesto de Alisson na foto lembra o hoje Dr. Socrates quando jogador. Sua face cabisbaixa e fechada refletiam a dificuldade da profissão.

Elton: Peça-chave em pleno declínio

Quando tudo ainda era incógnita para o torcedor, ele dominou na coxa e soltou a bomba, de canhota. Golaço, o primeiro do novo Pituaçu, dia 25 de janeiro, 4 x 0 no Ipitanga. Dali em diante, a passada e a boa visão e jogo não passariam mais despercebidas. Caberia a Elton ser o “dono” de um time sem o camisa sonhado. Mas a decisão do campeonato chegou e o camisa 8 caiu de rendimento no momento em que mais se espera que ele faça a diferença.

A função é nobre e dela não se permite fugir. Apesar de volante, Elton tem a obrigação de atacar e armar o jogo – com a habilidade de quem já foi meio-atacante e convocado freqüentemente para as categorias de base da Seleção Brasileira, no inicio da carreira.

O problema é que, ás vezes, falta pernas – como no BA x VI de Pituaçu, em que Elton pediu para sair aos 22 minutos do segundo tempo. Três dias antes, já não havia enfrentado ao Fluminense de Feira, por cansaço muscular.

Estaria ai o motivo da queda de rendimento? “Tive vários problemas físicos no ano passado, porque comecei a jogar sem pré-temporada, e isto acabou acarretando agora, que o ritmo tem sido mais intenso” explica-se. A vida pregressa do atleta joga contra, acrescenta o preparado físico Anderson Paixão. “Elton tem um histórico de sentir câimbras por volta dos 30 minutos do segundo tempo”

A comissão técnica do Bahia demonstra cuidado. Tanto que o fisiologista Alexandre Dortas aproveitou a presença da delegação do Atlético no fazendão, terça-feira, para pedi o telefone do fisiologista do clube mineiro, Roberto Chiari, Elton jogou no Galo no ano passado.

Mais de mil PMs farão segurança do Ba-Vi

O plano de segurança para o Ba-Vi decisivo do Campeonato Baiano já está elaborado. Assim como os treinadores têm atenção especial com seus jogadores, a Polícia Militar também vai tratar o clássico que vai definir o Estadual com atenção. Serão 1.067 policiais que irão trabalhar na "Operação Final do Campeonato Baiano" para garantir a segurança do torcedor antes, durante e depois da partida. Com informações do Correio/Tribuna

Um poeta nos presenteou um lindo poema para homenagear o seu tricolor:

Bahia, amor que contagia!

Desde criança que a alma encanta
De amor e esperança
E pura paixão ...

Desse time que quando ganha
A Bahia toda dança!
Que me traz grande emoção.
Doce e eterno Bahia

Nosso ardoroso pavilhão ...
Esquadrão de aço tricolor
Força viva da Bahia

Paixão que contagia
Mais um Bahia
Gol que arrepia,
Dentro do meu coração.

Meu motivo de alegria.
Grande e eterno Bahia.

Nosso time é campeão.
Tanto amor eu nunca vi
É de dia e de noite
Não quero nem dormir!

Sou Bahia até morrer
Nunca vou desistir.

Poema de Antonio Fagundes de Melo Filho

Um duelo de Titãs domingo

Domingo não será um dia comum. Será um dia de mais um BaxVi com o requinte de ser uma final de campeoanto. Sem medo de ser feliz as duas torcidas irão ao estádio assistir a um jogo que poderá ficar na memória de todos os torcedores baianos e não baianos. Trata-se de um duelo entre o Bahia, com um elenco ainda em formação, e o E.C.Vitória, time da elite do futebol nacional que já está quase entre os 8 times melhores da Copa do Brasil.

Esse jogo, portanto, tem características quase bíblicas, como a eterna batalha entre Davi e Golias, ou como como também poderia ser a luta contada por Homero entre Aquiles e Paris. Sem dúvida, temos uma partida de proporções épicas que poderá ser contada por metade da Bahia de uma maneira, quando podemos ter a vitória do mais fraco contra o mais forte ou poderá ser contada pela outra metade da Bahia como o triunfo do exército mais forte ratificando sua hegemonia no futebol baiano.

O que temos em jogo no tabuleiro é um prognóstico de uma luta difícil, não será nada fácil vencer o Vitória por dois gols de diferença, mas certamente também não será tão fácil para o Vitória ser campeão como imaginou no início do campeonato quando tinha Mancine no banco, que caiu devido a presão de ter perdido um BaxVi. Este será um BaxVi final com cara de gente grande, que tem assumido suas mazelas e virtudes ao longo do campeonato.

O Bahia declaradamente com um time em formação, enquanto o Vitória na busca de um tri-campeonato foi buscar um treinador que já colocou a seleção Paraguaia no mapa-mundi do futebol. O campeonato baiano que ganhou em emoção a cada rodada, numa disputa entre Bahia e Vitória pela vantagem que agora pertence ao time do Barradão. Um prognóstico para o jogo: muita luta e garra.