domingo, 1 de fevereiro de 2009

Bahia vence e assume a vice-liderança do Baianão

O zagueiro Nen fez bem sua função na defesa e foi melhor ainda no ataque, marcando o único gol do triunfo do Bahia sobre o Fluminense de Feira, 1 a 0. O tricolor da capital foi a dez pontos e roubou a segunda colocação do Flu de Feira, que agora é o terceiro colocado com nove pontos.

O Bahia volta a campo na próxima quarta-feira, 04 às 20h30 (horário da Bahia) para enfrentar o Alagoinhas no estádio de Pituaçu. No mesmo dia e horário, o Fluminense-BA recebe o Vitória no estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana.

Empurrado pela torcida, o Fluminense de Feira começou pressionando o Bahia. O tricolor de Feira teve o domínio nos 10 minutos iniciais do jogo, mas não conseguiu transformar isso em boas oportunidades de gol. Depois o Bahia equilibrou a partida, que estava um pouco truncada.

Aos 19min o volante Élton chutou de longa distância e a bola raspou o travessão, assustando a torcida do anfitrião. Mas aos 22min o tricolor da capital aproveitou uma sobra de bola após a cobrança de escanteio e o atacante Beto tocou para a penetração do zagueiro Nen. O defensor deu uma de atacante, invadiu a área, driblou o goleiro Jair e tocou para o fundo do gol vazio, placar: 1 a 0 Bahia.

Depois de abrir o placar, o tricolor da capital dominou o jogo. A equipe administrava a posse de bola e explorava as descidas pela esquerda, além de virar bem o jogo pelas laterais do campo. Aos 39min o Fluminense-Ba roubou uma bola, desceu bem pela direita, inverteu o jogo para a esquerda, onde o atacante Amauri recebeu a bola e tocou para a chegada do meia Tácio, que chutou no travessão.

O Bahia se safou e quase ampliou o marcador aos 40min em cobrança de falta de Marcone da intermediária, mas o goleiro Jair espalmou para escanteio.
O Fluminense-BA veio para o segundo tempo disposto a empatar o jogo. Aos 4min Harley recebeu no meio de campo e lançou para Amauri. O atacante dominou, invadiu a área e chutou para a defesa de Marcelo. A bola ainda bateu no travessão antes de a zaga do Bahia se safar.

O Bahia reagiu aos 24min com o atacante Rychely, que limpou na entrada da área e chutou para a defesa de Jair. Logo em seguida Harley respondeu com um chute de fora da área, mas o goleiro Marcelo estava atento e espalmou.

Vitória vence a quinta, segue líder e 100%

O Vitória venceu a quinta partida seguida ao derrotar o Feirense por 2 a 0, pela quinta rodada do Campeonato Baiano. Com 15 pontos ganhos e 100% de aproveitamento, a equipe rubro-negra amplia a vantagem na liderança isolada do Campeonato Baiano. O adversário mais próximo na tabela é justamente o rival Bahia, que despachou o antigo segundo colocado feira de Santana por 1 a 0 e, com um jogo a menos que os demais, chegou aos 10 pontos.

Na próxima rodada o Vitória encara outro clube de Feira de Santana, o Fluminense-BA, fora de casa, na próxima quarta-feira, enquanto o Feirense encara o outro Vitória, em Vitória da Conquista.

Embalado pela goleada por 7 a 0 sobre o Poções, o Vitória imprimiu um ritmo alucinante no início da partida e chegou a balançar a rede aos 4min, mas o árbitro Lúcio Araújo invalidou o gol ao assinalar uma falta do meia Willian antes da conclusão.

Willian teve outra chance logo aos 5min, após tabela com Washington, mas desta vez o goleiro Marcelo levou a melhor e fez a defesa. Aos poucos a esperança da torcida de mais uma goleada foi dando lugar á impaciência diante de tantas chances perdidas.

Aos 23min, Williams arriscou de fora da área, mas bola passou à esquerda do gol de Marcelo. Aos 25min, o goleiro Viáfara apresentou-se para a cobrança de falta, mas mandou a bola para longe do gol.

No segundo tempo o Feirense começou melhor e equilibrou a partida. E justamente quando o visitante ensaiva uma surpresa, acabou levando o primeiro gol. Aos 13min, na bola cruzada na área, o goleiro Marcelo se atrapalhou e a bola sobrou para o zagueiro Wallace fazer 1 a 0.

Aos 20min, Bida e Jackson falharam, mas Jaiminho perdeu duas chances de empatar. Na primeira, Viáfara salvou, depois Wallace tira a bola em cima da linha.

O castigo veio aos 24min, quando Valdo perdeu o tempo da bola e derrubou Willian na área. Neto Baiano bateu o pênalti e marcou: Vitória 2 a 0.William consegue abrir o placar para o Vitória. Torcida e jogadores chegam a comemorar, mas juiz marca falta do rubro-negro..

Aos 40min, Uieder cruzou, Marcos Neves subiu mais alto que a zaga do Vitória e diminuiu para o Feirense: 2 a 1.

O direito de encher o estádio de Pituaçu

Na quinta-feira passada (dia 29) peguei um tremendo engarrafamento na Paralela, por volta das 19h30, no trajeto entre o centro da cidade e Stella Maris. Quase uma hora dentro do carro. Era o engarrafamento do Festival de Verão, uma espécie de crônica da morte anunciada que ocorre todos os anos em Salvador. No dia seguinte, indo para o mesmo destino, tentei escapar do caos fazendo o trajeto pela orla. Foi pior. Fiquei mais de duas horas no tráfego.

O Festival de Verão acontece todos os anos no Parque de Exposições e recebe mais de 50 mil pessoas diariamente, durante quatro dias seguidos, sem nenhuma estrutura especial de estacionamento. O pessoal bota o carro como pode, onde pode e às vezes até onde não pode. Isso gera um engarrafamento que repercute em grande parte da cidade.

O Festival já está perto de virar tradição na cidade e a própria população sabe compreender que eventos que envolvem milhares de pessoas sempre geram algum tipo de transtorno. Esse é o preço a pagar quando se quer realizar eventos de grande porte – como o Carnaval, o Festival de Verão, grandes shows ou grandes jogos de futebol.

Que eu me lembre, nunca se cogitou reduzir por decreto o número de participantes em eventos desse tipo. O que limita a presença de público é a capacidade do equipamento ou do local onde se realiza o evento. Se o Parque de Exposições comporta 60 mi pessoas, colocam-se à venda 60 mil ingressos. Se no circuito Barra-Ondina cabem 500 mil pessoas, é algo próximo dessa quantidade de gente que vai aparecer por lá no Carnaval.

Portanto, se no estádio de Pituaçu cabem 32.400 pessoas, que se possa colocar à venda 32.400 ingressos. Não é possível o poder público tratar as coisas com dois pesos e duas medidas. Na inauguração do estádio, à qual compareci, a confusão no trânsito criada pelo evento não foi maior do que a normal. Eu estacionei na área da loja Ferreira Costa, saí do estádio uns quinze minutos depois do jogo e não tive maiores problemas para chegar em casa. O tráfego estava lento, intenso, mas em vinte minutos eu estava em casa. Soube depois que cerca de uma hora, uma hora e meia após o jogo o público já tinha sido todo escoado e o movimento era normal na área.

O bom senso aponta para a conveniência de se liberar imediatamente a capacidade real do estádio de Pituaçu – o ideal seria que já a partir do jogo da próxima quarta-feira –, ao invés de insistir nessa palhaçada de limitar a 20 mil torcedores a entrada de público num estádio moderno, confortável, seguro e no qual cabem mais de 32 mil pessoas.

Insistir nessa limitação de público em Pituaçu fica parecendo coisa de torcedor do Vitória, sinceramente.

Aliás, a turma rubro-negra está enfurecida com o governador Jaques Wagner por ter ampliado o estádio Roberto Santos. E manifestou isso explicitamente através de faixas e gritos de guerra da torcida, impublicáveis, contra o governador, no último jogo do Vice em seu campo. Tremenda idiotice. Certamente eles queriam que Salvador, terceira maior capital brasileira, continuasse tendo como único estádio (depois do falecimento da Fonte Nova) aquela pocilga onde eles jogam e não gostam que ninguém mais jogue. Não tem como enfiar na cabeça dessa turma sem cérebro que o Governo do Estado fez um equipamento para o povo baiano, não para o Bahia.

Por isso, sem sombra de dúvida, fica plenamente justificado o grito de guerra da torcida do Bahia durante a inauguração de Pituaçu: “Rubronegro, otário, meta no c(...) o seu aterro sanitário”. Pois é, diante das circunstâncias não resta senão concordar com a galera. Vox populi, vox Dei. Artigo de Renato Pinheiro publicado originalmente no site ECBahia

Bahia volta ao Estádio Jóia da Princesa com outro astral

Os 107 km até Feira de Santana foram multiplicados nas 27 viagens do Bahia em 2008. Entre idas e vindas, o time percorreu 5.778 km no estadual, Copa Brasil e Série B do Brasileiro – o suficiente para comer poeira na estrada até Manaus, com sobra de uns mil quilômetros. Hoje, o Bahia volta à casa que não trás saudades.

Do time escalado por Alexandre Gallo para enfrentar o Fluminense, ás 16, só Marcone, Ananias e Rogério têm ligação com o passado. Os três estiveram em campo na vitória de 2 x 1 sobre o Marília, dia 21 de novembro passado – última partida do clube no Jóia da Princesa. Titular na estréia do Campeonato baiano 2009, Rogério tem nova oportunidade com a expulsão de Alison na última partida

“Quanto menos mexer no time, melhor. Ele já jogou e vinha treinando no grupo”, argumenta o treinador, que já pode contar com Rogério Corrêa, finalmente regularizado. As outras dez vagas, nenhum mudança. Equipe atuando com velocidade, mais caindo pelas pontas, atacantes rápidos. Reinado Alagoano tem mais uma oportunidade de provar que pode ser o camisa 9 tricolor na temporada.

O Bahia pode assumir a vice-liderança do campeonato. O time de Feira é justamente o segundo, três vitórias, e apenas uma derrota, O tricolor tem um jogo a menos e soma sete pontos. “É um adversário forte e que está bem posicionado na tabela” alertou Gallo.

Torcedor do Bahia desprezou Feira

O Jóia da Princesa serviu de casa para o Bahia na ausência da Fonte Nova e reforma de Pituaçu. Por lá, muitas queixas quanto ao campo e desempenho irregular. Nas três competições disputadas no ano passado, foram 14 vitórias, nove empates e quatro derrotas. A distância prejudicou o apoio do sempre fiel torcedor na temporada passada. Com isto, faltou grana. Nem o clássico BA x VI conseguiu alavancar lotação máxima, estipulada em 16 mil pessoas. A derrota para o Corinthias por 3 x 0 estabeleceu o recorde tricolor na temporada 2008: míseros 11.784 pagantes, mesmo que sob o clima de desconfiança. Setenta e dois depois o Bahia está de volta, mas com equipe e, principalmente, astral bem diferente. Com informações do Correio deste domingo