terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A paz, o álcool e prevenção nos estádios de futebol

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O trânsito caótico, dificuldades de socorrer pessoas ao redor do estádio e outros problemas ligados à inauguração de Pituaçu e no Barradão são problemas a serem resolvidos pelas autoridades competentes. Esse deve ser o sentido de clubes organizados e dos poderes que respondem pela preservação do direito público do cidadão a paz, a vida e a liberdade de locomoção.

Por isso, uma fiscalização adequada e uma melhor organização que privilegiem a segurança do cidadão e o bem-estar de todos, não só de quem participe da festa mas, também, das pessoas que moram em torno do estádio deve estar conjugada com uma política inibitória de consumo de bebidas alcoólicas.

O Bahia e o Vitória poderiam, ao invés de disputar espaço na mídia sobre o Estádio de Pituaçu, uma vez que ele já é um fato consumado, elevar o nível da discussão sobre o uso de bebidas dentro e em torno do Estádio; isto sim, seria uma forma de respeitar o cidadão. Não é preciso estar muito informado para saber que álcool e violência estão ligados intimamente. O problema é que ninguém quer abrir mão de seus lucros. A bebida é fartamente distribuída sem que haja qualquer constrangimento aos beberrões.

Experiências ao redor do mundo e também aqui no Brasil demonstram a necessidade de conjugar uma política de segurança com proibição de consumo de bebidas alcoólicas. Em Pernambuco, depois de cinco rodadas, a população de Recife é majoritariamente a favor da proíbição de bebidas.alcóolicas. Os índices não são nada desprezíveis: em torno de 80% dos entrevistados em pesquisa recente são a favor da iniciativa de probição de bebidas nos estádios de futebol de Pernambuco. Já se pensa em aumentar a abrangência da lei seca para em torno dos estádios na terra do autor de Asa Branca.

Cada vez mais a sociedade organizada e consciente de seu papel está a reclamar ações menos tolerantes contra drogas lícitas que atuam no sistema nervoso humano em condições até maiores de causar danos a outrem e aos próprios consumidores de bebidas alcóolicas. O bem obtido por políticas de repressão ao consumo de drogas lícitas, como o álcool no trânsito, já se fez sentir seus ganhos junto à população que aprovou este tipo de intervenção do Estado na saúde e bem-estar da população.

Maurício Guimarães

27 comentários:

Site Meter
Anônimo disse...

Prezado

O torcedor vai no estádio torcer e a cerveja so a ajuda a isto não atrapalha em nada rsrs

Vamos proibir a cerveja no trânsito, mas no estádio tem que esta liberada sim.

As maiores causas de violência sabemos que são premeditadas, normalmente de torcidas organizadas que marcam brigas umas com as outras.

Anônimo disse...

verdade anonimo de cima mais nesse caso a cerveja realmente atrapalha, eu mesmo só tomo vodka nos estádios

Maurício Guimarães disse...

Anônimo, já não dá pra a gente tolerar e incentivar bebidas alcoolcias. Está comprovadamente demonstrado que violência e alcool possuem uma relação muito grande.

Quanto as torcidas organizadas: É preciso coibir as ações criminosas de indivíduos disfarçados de torcedores cometam atrocidades. Não sou contra as organizadas, mas elas precisam expulsar de sua torcidas os indivíduos que desabonam sua reputação.

Maurício Guimarães disse...

É sempre esta a razão da probição da bebida: o direito público a paz e a prevençao da violencias contra o interesse individual.

Anônimo disse...

qual é vodka meu irmão levo minha 51 com meu e limão no cantil que eu tenho em casa embaixo da camisa pra poliça não ve ainda levo uns cajus cortados com sal, chega no intervalo do jogo já to com minha quentinha, galinha assada com xoriça e farofa oxê caio matando
Sidicreisson Povão

Euclides Almeida disse...

Grande Mauricio,

Respeito suas opiniões, sempre muito sensatas e inteligentes...
Porém, acho que nesse caso PENSAMOS DIFERENTE... desse jeito é melhor proibir logo a venda de bebidas alcóólicas em todo lugar.

A partir do momento em que a bebida é liberada, é lícita, não podemos proibir as pessoas de fazerem seu consumo nos momentos de lazer. Dirigir embriagado é uma coisa, assistir a um jogo de futebol bêbado é outra completamente diferente.

Então também não poderá ter alcoól em SHOWS, CARNAVAL, EVENTOS, FESTAS, LAVAGENS, BARES... pois em todos esses lugares acontecem brigas e confusões.

O que não pode é ter dois pesos para uma medida só... o futebol não pode ser o bode expiatório.

Abraço!

Dalmo Carrera disse...

Mauricio.


Nem comento sobre as atitudes que deveriam ser tomadas por quem tem competência para isto, prefiro comentar enquanto torcedor e bebedor de cervejas.

Contrariando a minha historia sou completamente favorável a proibição de bebidas nos estádios de futebol. Sei que a abstinência é dura, mas dá para suportar as duas horinhas que dura uma partida de futebol sem cerveja e o lucro aí é para quem não bebe, pelo menos no meu caso.

Lógico que este assunto envolve outros aspectos como os ganhos de terceiros que completam renda através da comercialização das latinhas, mas mesmo assim sou contra porque comungo com aqueles que associam à violência com o álcool.

Mas mesmo que não haja violência alguma, não é bom, Alguns torcedores em determinadas ocasião só conseguem ver o gol quando dormem a acordam e liga a TV, ai sim, diz! Ah, que beleza, o Bahia ganhou, mesmo tendo ido para o estádio de camisa e boné e assistido todo jogo.

Um amigo nosso, uma certa feita foi ao estádio bebendo algumas cervejas. Entrou, sentou e assistiu Bahia 1 x 0 Itabuna na Fonte Nova. No intervalo ele notou que o estádio estava se esvaziando e só restando ele entre os muitos que lá estavam. Moral, sem se aperceber havia entrado no estádio já NO INTERVALO do segundo tempo numa confusão do inicio do horário de verão daquela ocasião.

Dalmo Carrera disse...

Até você amigo Euclides, que adora o café expresso, bate palma para a bebida em Pituaçu? (rs) Claro, claro que isto é polemico, pode muita conversa, exemplo: porque é proibida em cinemas e teatro? Mas pode dizer, mas fora pode, dentro não pode? Pois é, é um assunto complicado e no final todo mundo vai ter razão.

Anônimo disse...

Isso já aconteceu comigo, essas confusões de horário de verão cheguei no Barradão no final do primeiro tempo, meu Vitóraço já tava brocando de 3 a 0 no Góias, no segundo o Góias ainda conseguiu fazer 4 gols, perdemos de 4 a 3 ou seja não vi nenhum gol do meu time, só os 4 do Góias.
Maurição do Vitória
História veridica, sem gozação

Anônimo disse...

To achando que essa conversa é pra desviar o foco do grande problema de Salvador, estádio de Pituaçu

Dalmo Carrera disse...

Isto acontece Maurição. Isto mostra que você é um grande pé frio. Entrou no estádio, o mundo rubro-negro caiu. O ideal era que os jogos fossem as segundas-feiras, ai sim, o problema estava resolvido. Jogo que se refere foi num sábado em pleno verão de Salvador, dias até onde o bispo bebe.

Euclides Almeida disse...

Pra lhe ser sincero (e quem me conhece bem sabe que é verdade) nem sou de beber em estádio. Não suporto beber dia de domingo ou dia de semana, então raramente bebo nos jogos do Bahia, salvo nos jogos em dia de sexta ou sábado.

Mas, continuo afirmando que se tem que proibir bebida em estdio, tem que proibir em CARNAVAL, SHOWS, FESTAS, COQUETEIS, etc.
Ou faz a coisa justa ou não faz... porque só o futebol vai pagar o pato?

Beber não é crime, agora quem consome e faz besteira que assuma a consequencia.

luis roma disse...

O Presidente Jorge Sampaio até o ano passado apoiava a proibição no Barradão, não sei o que fez ele mudar de idéia. Agora tem muitos torcedores do Bahia que estão bêbados sem ter ingerido uma gota de álcool

Anônimo disse...

Vamos fazer outra enquete: Vc acha que o estádio de pituaçu deveria ser demolido e no lugar dele plantar árvores?
( )sim
( )não
maurição do vitória

Anônimo disse...

Na verdade torcedor do bahia já nasce bêbado
Maurição do Vitória

Maurício Guimarães disse...

Euclides, o futebol tem caracteríscas que podem levar o indíviduo ao extremo. Mas, o bom carnaval, pelo menos o que acontece ainda em alguns lugares de Salvador e em Recife, é o extremo oposto da violência dos blocos de corda de Salvador. No carnaval que eu brinco, vale a irreverencia, a alegria e a nostalgia dos blocos líricos e poeticos de REcife.

Maurício Guimarães disse...

Uma sociedade tão violenta e competitiva tem sua expressão no carnaval dos confitos de classe entre cordeiros e o fulião comum, que sente o espaço publico tomado pelo negócio dos abadas.

Maragareth Menezes foi uma das primeiras mulheres do axé a reagir a toda essa sacanagem! A invasão do público pelo particular sem disfarçar a exlusão social e outras mazelas.

Maurício Guimarães disse...

Dalmo, esse boné com a frase "pituaçu é nosso" não tem preço!

Dalmo Carrera disse...

Essa questão é complexa Mauricio, envolvem dezenas de outros aspectos políticos para se chegar a uma conclusão, então é melhor deixar para lá.

O Boné é um show de bola. Amanha devo comprar dois, um meu, outro conforme acertado em OFF para envio via sedex registrado para o Maurição, ele adorou tbém, ficou encantado.

Anônimo disse...

Pituaçu é de vcs, o bahia é bi brasileiro, tem 10 milhões de torcedores pelo brasil, vai ser campeão baiano, da copa do brasil, vai subir pra série a, mauricio guimarães é inteligente...
Maurição do Vitória

marcus brito disse...

Mauricio. A bebida em qualquer lugar em qualquer forma e quantidade já faz parte da nossa cultura. Nem todos os avisos vão evitar.

Anônimo disse...

e o baseado pode?

Anônimo disse...

Se o jogo for da campanha “Seu baseado vale um Show” tá liberado. Bom, o jeito é levar na brincadeira

Marcone

Anônimo disse...

Seu texto/relato é perfeito, mas vai de encontro ao capital e os interesses do capital, e qdo assim será atropelado. E haja mortes, o importante é o lucro

Ricardo Castro

Anônimo disse...

Também sou do Recife e o Mauricio se esqueceu de relatar que para a proibição precisou da interferência do estado. Temos aí duas soluções simples. A proibição pura e simples do uso do álcool nos estádios de futebol ou a penalização dura quando delitos forem praticados com indivíduos alcoolizados, o álcool neste caso seria um agravante, mas reconheço a força da indústria por um lado, como a situação quase refém do estado pelo volume enorme de imposto à custa da indústria da bebida. Parabéns pelo o alerta e pelo BLOG ajeitadinho

Luis Henrique

Theodomiro disse...

Concordo com o Euclides:

"Mas, continuo afirmando que se tem que proibir bebida em estdio, tem que proibir em CARNAVAL, SHOWS, FESTAS, COQUETEIS, etc.
Ou faz a coisa justa ou não faz... porque só o futebol vai pagar o pato?"

Euclides Almeida disse...

Grande Theodomiro!