sábado, 1 de dezembro de 2007

Pantico na mira do Bahia

Se existe um nome do Barras Futebol Club com chances de se dar bem após a campanha na Série C do Brasileirão deste ano, esse nome é Francisco das Chagas Rodrigues Batista. Ou melhor, Pantico. Alegando indisciplina, seu clube já disse que não o quer mais, e o libera para analisar as propostas que surgem de vários clubes do país. Bahia, Itumbiara, de Goiás, América e ABC, do Rio Grande do Norte, querem o jogador. Mas ainda não se sabe para onde ele vai.

O primeiro a oferecer proposta foi o Botafogo de Ribeirão Preto. Informações obtidas pelo Cidadeverde.com dão conta de que o time do interior de São Paulo ofereceu um salário de R$ 5 mil em janeiro, com progressão mensal de R$ 500 até maio, quando, dependendo do seu desempenho, ele passaria a ganhar R$ 8 mil por mês. Mas essa proposta já foi superada.

Um dos clubes que ofereceram mais dinheiro por Pantico foi o Itumbiara. Com um projeto ambicioso, a agremiação contratou o técnico Paulo César Gusmão para a temporada de 2008, e representantes já teriam vindo do interior de Goiás para conversar com o jogador.

Mas quem parece estar vindo para Teresina são representantes da Bahia. Mais precisamente do Esporte Clube Bahia. Com vaga garantida na Série B do ano que vem, o tricolor se surpreendeu com o atacante que pôs medo à Fonte Nova com mais de 50 mil torcedores, e não era tão visto quando jogava no Vitória, no primeiro semestre deste ano. A proposta do Bahia seria similar a do Itumbiara: cerca de R$ 10 mil mensais de salário.

Ainda entram na lista o ABC, que já anuncia como quase certa a contratação em seu site oficial, e o América, outro time potiguar, que renovou o contrato com o técnico Paulo Moroni, ex-Barras, até o final de 2008. Rumores de que a Ponte Preta também teria interesse no jogador não são confirmados.


Iniciadas discussões sobre a reforma do Estádio de Pituaçu


A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por intermédio da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), está avaliando a situação do estádio para a realização de jogos de futebol. A capacidade do estádio de Pituaçu é estimada em 20/25 mil espectadores, mas esse número certamente será revisto devido à adequação ao que estabelece o Estatuto do Torcedor.

Na reunião entre os secretários, o do Trabalho pediu ao de Meio Ambiente uma manifestação prévia, do ponto de vista ambiental, sobre as possibilidades e as limitações da implantação do complexo esportivo. Segundo Vasconcelos, essa manifestação vai orientar a ação do Governo.

Ele salientou que antes mesmo das atuais circunstâncias, a Setre, via Sudesb e em parceria com a Sucab, já vinha estudando a situação de Pituaçu, inclusive analisando projetos existentes, que previam, além da ampliação do estádio, a construção de um ginásio poliesportivo. Nesse contexto, Pituaçu também poderia abrigar o conjunto de piscinas para competições oficiais, substituindo a atual Vila Olímpica.

Em relação ao complexo esportivo, existe uma emenda da bancada baiana na Câmara Federal destinando R$25 milhões para atividades esportivas. Vasconcelos acha que esses recursos podem ser destinados a Pituaçu. Numa espécie de contrapartida a essa emenda da bancada, o Ministério do Esporte já garantiu recursos para a elaboração do projeto executivo do ginásio de esportes, em 2008. Além disso, o PPA prevê R$50 milhões, ao longo de quatro anos, para a área esportiva.

Vasconcelos ressalta que todas as variáveis estão sendo cuidadosamente analisadas e será adotada a melhor solução possível para atender aos esportistas baianos.

Agecom- Ba

Inspeções para plano de implosão da Fonte Nova

Desde quarta-feira, o consultor do consórcio Arcomenge/CDI, Manoel Jorge Dias, realiza inspeções “informais” na área externa do estádio para definir um plano de implosão.

O consórcio realizou grandes demolições, como a do complexo penitenciário do Carandiru (2002/2005), de um hotel inacabado na Praia de Stella Maris, em Salvador (1998), e mais recentemente, em agosto, do prédio da TAM atingido após a queda do avião que fazia o vôo 3054.

Segundo o engenheiro de minas, trata-se de uma antecipação a uma provável solicitação dos serviços da empresa. “Nós fazemos as maiores demolições no Brasil e há grande chance de sermos contratados”, justifica Manoel, que aguarda a licitação para a escolha da empresa que deverá arcar com os custos da obra.

Para o especialista, a implosão de uma única vez é perfeitamente viável, mas cabe à Defesa Civil se cercar dos pareceres devidos para garantir a segurança da operação.

Com a interdição da Fonte Nova, 28 comerciantes que alugavam espaços, onde funcionavam bares e lanchonetes no estádio, têm até a próxima quarta-feira para retirar seus pertences do local. Na saída da reunião com a diretoria da Superintendência dos Desportos da Bahia (Sudesb), quando foi anunciado o prazo, parte dos cantineiros saiu reclamando do tratamento dispensado. Eles consideram que deveriam receber indenização do estado pelo rompimento do contrato.

“Eu lamento pela situação deles, mas não há sentido em continuar com cantinas aqui se o estádio está interditado e o decreto do governador determina o fim do contrato”, afirma o superintendente Raimundo Nonato, o ex-jogador Bobô. Ele acrescentou ainda que todos os cantineiros alugavam os espaços após passarem por uma licitação, cujo contrato prevê a interrupção em situações como a da interdição.